Programa “Empreende XXI” para apoiar jovens à procura do primeiro emprego

O programa será operacionalizado pelo IEFP e pela Startup Portugal e a medida “concretiza os objetivos da política de emprego, relativos ao apoio ao empreendedorismo e à criação de postos de trabalho”, lê-se no Diário da República.
Filipa
Marques

O Governo avançou com a criação do programa “Empreende XXI” para apoiar jovens à procura do primeiro emprego e desempregados que estavam inscritos no Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), indica uma portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República .

Através deste apoio, que contará com fundos nacionais e comunitários, os beneficiários importantes ajuda financeira para a criação de empresas e criação do próprio emprego, formação profissional, mentoria e consultoria especializada na área do empreendedorismo e possibilidade de se instalarem em incubadoras, sempre que necessário .

Os projetos apoiados terão de ser entidades privadas com fins lucrativos, independentemente da respectiva forma jurídica, cooperativa ou o desenvolvimento de atividade como trabalhador independente, com rendimentos empresariais ou profissionais. Os projetos – que não poderão contemplar a compra de capital social de uma empresa existente – terão de apresentar viabilidade económica e ter um investimento total de 175 mil euros.

O apoio do Estado será de 85%, dividido entre um direito não reembolsável, até ao limite de 40% do investimento elegível, e um empréstimo sem juros, até ao limite de 45%. O pagamento da ajuda será feito em duas parcelas.

Do montante total a ser financiado, poderá haver uma majoração de 30%, “quando se trate de posto de trabalho preenchido por pessoa do sexo sub-representado em determinada profissão”, de 25%, “quando se trate de posto de trabalho localizado em território do interior”, ou de 20% por posto de trabalho, “quando se trate de projeto com mais de um promotor destinatário”.

O programa será operacionalizado pelo IEFP e pela Startup Portugal e a medida “concretiza os objetivos da política de emprego, relativos ao apoio ao empreendedorismo e à criação de postos de trabalho”, lê-se no Diário da República, que adianta que o apoio pretende minimizar os impactos psicológicos e sociais da pandemia de Covid-19.